O aplicativo está pronto e rodando, e não tem nenhum cliente pagante. Este documento propõe o preço, o programa de indicação entre professores e a ordem em que os canais de parceria devem ser atacados.
Esta é a decisão que define o preço, então vem antes dele. O DojoTrack não é um sistema de gestão de academia. Não cobra mensalidade de aluno, não faz controle de acesso na catraca, não tem financeiro nem CRM. Ele resolve uma coisa só: frequência vira graduação.
Isso é uma vantagem, não uma limitação. Os sistemas de gestão de academia do mercado brasileiro fazem dinheiro e catraca muito bem, e não fazem faixa, grau e aula-por-grau — porque foram desenhados para musculação, onde ninguém gradua. É exatamente essa a brecha.
Não competimos com Tecnofit, Pacto ou Next Fit — convivemos. A academia grande mantém o sistema dela para cobrança e adiciona o DojoTrack para graduação. A academia pequena, que hoje não paga sistema nenhum, usa só o DojoTrack. Nos dois casos precisamos custar uma fração de um sistema completo, ou a conversa vira comparação de funcionalidade — e nessa comparação nós perdemos.
Números levantados em julho de 2026. Servem para calibrar o patamar, não como verdade absoluta — a confirmação real vem das primeiras conversas com academias.
| Referência | Valor | Por que importa para nós |
|---|---|---|
| Mensalidade de aluno de jiu-jitsu | R$ 100 a R$ 300 média R$ 150–200 |
Define a receita da academia, que é o teto do que ela aceita gastar com software. |
| Sistema de gestão, unidade única | R$ 150 a R$ 1.200 / mês | É a régua com que o dono compara qualquer software. Ficamos claramente abaixo. |
| Tecnofit — custo médio por aluno | R$ 3,98 / aluno / mês | A âncora mais útil do levantamento: é o preço de um sistema completo por aluno. |
A leitura: se um sistema completo custa cerca de R$ 4 por aluno, um sistema que faz uma coisa só precisa ficar bem abaixo disso. A proposta abaixo trabalha na faixa de R$ 1,20 a R$ 1,50 por aluno — algo entre 30% e 35% do preço de um sistema completo, para a parte que nenhum sistema completo entrega.
A base de cobrança já estava decidida: aluno cadastrado na academia. Os planos levam nome de faixa porque a régua é o tamanho da academia, não a graduação do professor — vale dizer isso na conversa de venda, para nenhum faixa-preta com trinta alunos se sentir rebaixado a "plano azul".
| Plano | Alunos cadastrados | Mensal | Anual (10×) | R$ / aluno |
|---|---|---|---|---|
| Branca | até 20 | Grátis | — | — |
| Azul | 21 a 60 | R$ 89 | R$ 890 | R$ 1,48 |
| Roxa | 61 a 150 | R$ 179 | R$ 1.790 | R$ 1,19 |
| Preta | acima de 150 · multi-unidade | R$ 329 | R$ 3.290 | R$ 1,32 |
Em todos os planos a mensalidade fica abaixo de 1% da receita da academia (uma academia de 60 alunos a R$ 170 fatura cerca de R$ 10.200 por mês e pagaria R$ 89). Esse é o ponto: abaixo de 1%, a decisão não precisa de reunião.
Custa quase nada servir vinte alunos — a conta de infraestrutura hoje é fixa e cabe muita academia dentro dela. Em troca, o professor pequeno entra sem atrito, e é justamente ele quem indica os outros. O plano grátis é a boca do funil de indicação, não caridade.
Dois meses de desconto em troca de doze meses de permanência. Para um produto sem histórico, receber adiantado e travar o ano vale mais do que os dois meses abertos — e reduz o risco de o professor testar um mês e sumir.
A ideia é do Felipe e é a peça mais forte deste plano: o professor que traz outro professor paga menos. Funciona melhor no jiu-jitsu do que funcionaria em qualquer outro mercado, porque a rede profissional de um professor é a linhagem dele — os outros faixas-pretas da mesma equipe, o mestre que o graduou, os alunos que abriram academia própria. A indicação percorre um caminho que já existe.
Um professor no plano Roxa que chega a sete indicações deixa de pagar R$ 179 por mês. Em troca, trouxe sete academias pagantes — algo entre R$ 600 e R$ 1.250 de receita recorrente. O custo de aquisição fica em torno de 15% a 30% da receita que ele mesmo gerou, pago só enquanto essa receita existir. Nenhum canal pago chega perto disso, e ainda vem com a recomendação de um faixa-preta em cima — que no jiu-jitsu vale mais que anúncio.
O teto de 100% também se protege sozinho: cada degrau exige uma academia nova pagante. Numa equipe fechada de vinte academias, só duas ou três pessoas conseguem chegar ao topo antes de acabarem os indicáveis. O programa não consegue zerar a receita de um cluster.
Hoje não temos um único depoimento. Isso apareceu de forma concreta ao montar a página de vendas: não dá para colocar prova social numa página sem inventar cliente, e inventar cliente está fora de cogitação. As fundadoras são a saída legítima.
Plano gratuito de forma permanente, em qualquer faixa de tamanho, mesmo se a academia crescer. Mais acesso direto ao time e prioridade no que for pedido.
Uso real por oito semanas, uma conversa de feedback por mês, depoimento com nome, foto e nome da academia, e três indicações de outros professores. É contrato de troca, não cortesia.
Dez academias grátis para sempre parece caro até a gente lembrar que o custo marginal de servir uma academia é praticamente zero, e que sem depoimento e sem indicação o preço da tabela acima não tem a quem ser cobrado.
O motor. Custo zero de aquisição, usa a estrutura social que o esporte já tem e traz recomendação de alguém graduado. Deve ser o primeiro a existir porque todos os outros canais dependem de ter alguma base para se apoiar.
Alliance, Gracie Barra, Checkmat, Dream Art, GFTeam e afins. Um acordo com a liderança de uma equipe pode valer dezenas de academias filiadas de uma vez. O argumento é o que a liderança mais quer e menos tem: critério de graduação padronizado em toda a rede, com visão do que acontece em cada filial. É de longe o canal de maior alavancagem — e o único que exige produto novo, porque hoje não existe visão multi-academia.
Confere legitimidade que nenhum marketing compra, e abre a conversa de registro oficial de graduação. Em troca, é lento, político e exige alguém com trânsito no meio. Vale começar a conversa cedo justamente porque demora, mas não se deve contar com ela no primeiro ano.
Co-marketing com marcas do meio: desconto para academias que usam o app, presença da marca na tela de conquistas do aluno. Interessa a elas pelo acesso à base de atletas. Só faz sentido quando já houver base — antes disso não temos o que oferecer.
Nada disso se sustenta com o produto no estado de hoje. Em ordem de bloqueio:
| Item | Situação | Trava o quê |
|---|---|---|
| Cobrança recorrente (gateway) | Não existe | Trava qualquer cobrança. A contagem de alunos cadastrados já existe no banco. |
| Limite de alunos por plano | Não existe | Sem isso a tabela de preços é decorativa — nada impede ficar no grátis com 200 alunos. |
| Painel de indicação | Não existe | Trava o Programa Linhagem: código do professor, quem indicou quem, desconto aplicado. |
| Visão multi-academia / rede | Não existe | Trava o canal de equipes e associações, que é o de maior alavancagem. |
É o risco de fundo, e nenhuma planilha resolve. Toda a tabela acima é hipótese até a primeira academia passar o cartão. O piloto com as fundadoras existe para responder isso antes de investirmos em cobrança e painel de indicação.
Sub-1% da receita facilita o sim, mas se cada academia consumir suporte humano, a conta não fecha na escala. Revisar depois de vinte clientes pagantes, medindo quanto tempo de gente cada academia custa por mês. Subir preço depois é mais difícil do que descer.
Programa de indicação só funciona com massa crítica: sem base, não há quem indique. É exatamente o buraco que as dez fundadoras preenchem, e por isso elas vêm antes do programa, não depois.
| Janela | Objetivo | Como se sabe que deu certo |
|---|---|---|
| Dias 1–30 | Fechar as dez academias fundadoras. Em paralelo, construir cobrança e limite por plano. | Dez academias usando de verdade, com chamada registrada toda semana. |
| Dias 31–60 | Colher depoimentos e colocá-los na página. Ligar o Programa Linhagem com as fundadoras. | Pelo menos cinco depoimentos com nome e as primeiras indicações chegando. |
| Dias 61–90 | Abrir o preço público e cobrar dos primeiros não-fundadores. Primeira conversa com uma equipe. | Primeira academia pagante fora do círculo de fundadoras. |